Das ordens abstratas ao progresso material

Escultura. Blocos de concreto, bandeira de tecido, tinta óleo, betume, cobre, madeira, aço inox, cordão de algodão. 42 x 100 x 235 cm (aprox.), Chapa de latão gravada em baixo relevo com pintura automotiva 60 x 80 cm. 2010-2013

Este projeto evoca certos ciclos de exploração e desenvolvimento nacional, produzindo uma intervenção simbólica e pictórica em um símbolo nacional (bandeira). Se as cores de uma bandeira evocam as riquezas de um país através de um constructo visual e simbólico, a intervenção neste produz e atualiza aspectos da própria realidade nacional nesta, gerando fricções causadas tanto pela presença de um novo elemento visual na bandeira (a cor preta) quanto pelas diversas conotações sócioeconomicas que tal elemento evoca nesse caso específico. A cor preta pode remeter, assim, tanto aos ciclos do petróleo quanto aos efeitos que tais ciclos exercem sobre um imaginário nacional. Junto à peça escultórica, vemos também uma chapa de latão gravada em baixo relevo, que contém diversos elementos de arquivo e recortes de jornal referentes à notícias ligadas ao petróleo. Situando-se entre uma matriz de pagina de jornal e placa comemorativa, essa peça de parede contextualiza o projeto em termos políticos e históricos.

Exposições
Galeria Penteado (Campinas, 2010)
PIESP, Inst. Cultural Cervantes (São Paulo, 2011)
Mithologies, Cité des Arts (Paris, 2011)